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American Sniper – Último lugar

Um filme que mostra o atentado de 11 de setembro e pula direto para a guerra do Iraque depois como se invadir o país de Saddan Hussein tivesse algo a ver com a queda das torres gêmeas. Um filme que chama o tempo todo os iraquianos de selvagens. Que trata o atirador americano como herói e o iraquiano como monstro. Um filme que mais do que manipular a história, mais uma vez coloca os EUA como os salvadores do mundo e faz apologia a guerra. Preciso dizer porque não gostei de American Sniper?

Mas, mesmo Clint Eastwood conseguindo me irritar  com estereótipos descarados e reduções de um país inteiro a um bando de animais que só porque não são como eles (os americanos) são todos selvagens, devo admitir: o filme tem seus pontos fortes, mas somente como obra cinematográfica. O longa mostra a história real do atirador de elite Chris Kyle (Bradley Cooper, indicado ao Oscar), que matou cerca de 150 pessoas durante dez anos, tendo recebido diversas condecorações por isso. Ele sofre sempre que volta para casa por não conseguir se desconectar do estresse vivido no campo de batalha, o que acaba abalando seu casamento. Eastwood dirige a trama linearmente e com muita competência, afinal experiência e bons filmes não faltam em seu currículo. Bradley Cooper como Kyle, também consegue tirar o que há de melhor do papel. No mais é aquilo que eu disse, preconceitos e os EUA sendo mostrado como “o melhor país do mundo.” Palavras do próprio personagem.

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Selma – 7º lugar

Uma história totalmente relevante para ser contada. Selma fala da marcha liderada por Martin Luther King na luta por direitos iguais para negros e brancos. Trata de segregação, racismo e  inferiorização dos negros principalmente em estados como o Mississipi e o Alabama nos EUA. O filme traz o inglês David Oyelowo no papel principal. Uma atuação surpreendente, que mostra um homem por sede de justiça, que nunca iria se conformar como a forma como parte da população era tratada por causa da cor de sua pele. King foi muito bem retratado por Oyelowo e ainda merece destaque como um inglês conseguiu incorporar o sotaque sulista americano de forma tão natural. Uma injustiça (normal no Oscar) ele não ter sido indicado como melhor ator.

Mas enfim, sem me estender, Selma tem muitas boas qualidades, como uma fotografia linda, boas atuações, mas achei o filme morno. O longa tem seus momentos de tensão, mas por vezes é monótomo com diálogos corridos e que tentam ser politizados ao extremo. Por mais que a história contada seja interessante ela não conseguiu ser contada de maneira interessante. Selma é uma filme que merece atenção, mas que não consegue chamar atenção.

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Birdman – 6º lugar

Birdman é um dos favoritos ao Oscar desse ano. Não pra mim, claro. Devo confessar que a técnica do filme é genial, mas confesso também que fiquei com sono grande parte do filme, efeito que o os filmes do diretor Alejandro Iñarritu costuma ter sobre mim. Foi o mesmo com Babel, Biutiful, 21 gramas e por aí vai.

Como já disse o filme tem uma técnica incrível, esse mérito eu não posso tirar do diretor que lançou mão de uma montagem extraordinária com planos-sequências absurdos. O filme se passa todo dentro de um teatro que mais parece um labirinto com a câmera passeando pelos corredores bem atrás dos personagens. Essa falta de cortes aproxima o longa da estética de uma peça o que nos aproxima, nós os espectadores, da história que se passa entre os ensaios da peça que está sendo dirigida por Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que fez muito sucesso com um único personagem: Birdman, e, caindo no esquecimento da indústria Hollywoodiana após recusar fazer a terceira sequência da franquia, tenta se reerguer  se lançando no teatro.

Com um time de atores de primeira encabeçado brilhantemente por Keaton, o elenco conta do Emma Stone, Edward Norton e Naomi Watts em atuações impecáveis. O que me incomodou mais um vez foi o roteiro. Diálogos longos não costumam me cansar, mas em Birdman sim. Muita crítica à industria do entretenimento, mais descobertas das “novas mídias” pelo ator da velha guarda me soaram meio forçadas. Entretanto, a proposta de levantar essa discussão é valida, ainda com o recurso metalinguístico de que Keaton já foi Batman nos cinemas, e interpreta o ator de meia-idade esquecido após ter sido sucesso como um super-herói.

Enfim, não tenho, acho que meu texto ficou meio vago, é assim que me sinto em relação a Birdman. Consigo admirar seus aspectos técnicos, sua fotografia e alguns recursos de linguagem, além de aplaudir as atuações, mas, não consegui gostar do filme em si, não sei bem o que pensar sobre isso. A verdade é que não tenho uma opinião bem formada sobre Birdman.

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5º colocado – Whiplash

Eu sempre digo que se um filme tem música boa, pra mim vale a pena assistir. E Whiplash tem muito jazz e além disso as atuações memoráveis de J.K Simmons e Miles Telles, e só, ponto final.

O filme traz Simmons como o professor super, ultra renomado, talentoso e exigente Terence Fletcher que escolhe a dedo quem tocará em sua prestigiada e vencedora banda da universidade de música que é referência nos Eua. O baterista perfeccionista Andrew Neyman (Telles) ao ser escolhido pelo professor conhece na pele seus métodos que vão de agressão física e  verbal à moral, tudo isso, segundo ele, para tirar o melhor de seus músicos. A questão para mim, que não deixa o filme ser genial, é que o roteiro gira o tempo todo em torno dessa tensão professor/aluno, criando um ambiente de disputa eterna que tem pequenos escapes em cenas monótonas entre o rápido romance de Andrew e cenas de pai e filho que nada acrescentam à trama. Lições de dedicação constante, muito sangue – literalmente Andrew sangra na bateria várias vezes, para se alcançar a perfeição, se resumem na frase do filme: “Não há duas palavras mais danosas na língua do que “Bom trabalho””. Isso é muito questionável a meu ver. Acredito que luta, dedicação é preciso, mas nunca estar satisfeito, nunca ter reconhecimento é exagero e viver assim leva à obsessão.

Confesso que a parte musical é arrebatadora, e como já disse, o filme ganha pontos com as ótimas atuações mesmo tendo um roteiro que joga com o previsível. A cena final é de tirar o fôlego e faz valer cada minuto do filme.

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4º lugar – O jogo da Imitação

Aqui eu já começo a falar não dos meus preferidos, mas dos que considero bom nos que restaram da lista dos 8 indicados. Para mim esses filmes não deveriam estar na lista, mas vou considerar o ponto forte deles e deixar os fracos para lá. Não que não valham a pena assistir, valem sim, mas não entendi muito bem a indicação. O jogo da imitação seria então, o meu 4º lugar.

O jogo da imitação é mais uma cinebiografia na lista. O período histórico é a 2ª Guerra Mundial, o personagem principal é Allan Turing, considerado o pai do computador. A narrativa é relevante, a história interessante, a ambientação do período é muitíssimo boa, mas eu senti que o filme se perde um pouco, fica cansativo, com muitos clichês e frases de efeito. O roteiro é narrado em 3 períodos diferentes mostrando a juventude, a época da guerra e a condenação de Turing, gênio da criptografia que é contratado pelos Aliados para decifrar o código nazista e abreviar assim a guerra. Brilhantemente vivido por Benedict Cumberbatch, se há algo em que não se pode colocar defeito é na interpretação do ator que dá a  The Imitation Game, a atuação mais rica de sua carreira com um discurso reticente,  tímido e delicado. Um homem obcecado pelo trabalho, absurdamente racional a ponto de não ter timing para entender uma ironia e que ainda  precisa esconder sua homossexualidade, proibida por lei na Inglaterra dos anos 40.Um personagem estranhamente carismático. A indicação de Cumberbatch ao Oscar sim não é questionável. Além disso, o time de atores ingleses que dão vida aos demais personagens também contribuem para que o filme, embora cheio de pequenos deslizes, seja interessante de se ver. Até a Keira Knightley surpreende, formando uma bela dupla com Cumberbatch.

Enfim, vale a pena assistir ao filme. Dirigido pelo norueguês Morten Tyldum, que usou até máquinas originais da 2ª guerra, o filme tem autenticidade e mostra uma parte da história que vale a pena ser conhecida.

THE IMITATION GAME

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THE IMITATION GAME

 

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3º lugar – A Teoria de Tudo

Esse é finalmente o filme favorito do Dhanner na lista do Oscar. A Teoria de Tudo é uma cinebiografia do físico Stephen Hawking. Um filme cheio de sensibilidade que, apesar de retratar a vida nada fácil do gênio responsável pela teoria dos buracos negros que é portador de  de esclerose lateral amiotrófica, não cai no gênero dramalhão. A Teoria de tudo consegue ser um filme leve, com pitadas de divertimento e muito romance. Um roteiro bem executado pelo diretor James Marsh.

Merece um parágrafo só dele o ator britânico Eddie Redmayne que interpreta Hawking. Uma atuação fenomenal carregada de emoções e bem administrada. Redmayne soube mostrar desde o jovem brilhante que se apaixona, o jovem que descobre uma doença degenerativa, o marido que precisa depender da esposa para executar coisas simples do dia-a-dia até o homem  cientista que não para diante das dificuldades de fala e mobilidade e todos os problemas que vem junto com isso. O ator já levou o Globo de Ouro por sua interpretação e é bem provável que leve, merecidamente, o Oscar também.

Outro destaque é Felicity Jones, que interpreta a esposa do físico. A atriz consegue transmitir uma força emocional só com seu olhar.  Ela passa da jovem cheia de sonhos à esposa que enfrenta junto com o marido cada dificuldade que a doença vai trazendo. Ao olhar para a atriz na metade do longa, quando a vida de cuidados com Hawking se mostra difícil, realmente parece que ela passou anos cuidando do marido doente. A paciência na fala, sua expressão, seu choro contido. Tudo parece muito real.

Um filme emocionante, que ainda traz uma mensagem de luta e persistência, principalmente quando nos lembramos que Stephen Hawking está na ativa até os dias de hoje mesmo passando por tudo que passou e passa. Como diz seu personagem: “Não deve haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes.” 

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2º colocado – Grand Hotel Budapeste

Um filme de cores fortes, personagens excêntricos, enquadramentos minuciosamente bem pensados e uma história deliciosa. Esse é Grand Hotel Budapeste, do diretor Wes Anderson que também assina o roteiro. O diretor é famoso por filmes fora do padrão e que acabam sendo elogiadíssimos, e Grand Hotel Budapeste não foge à regra.

A história é contada em tom fabulesco. Ambientada na República (imaginária) de Zubrowka, situada no leste europeu, onde se destaca o grande hotel localizado no alto de uma montanha. O período histórico é início do século 20, marcado pela  “Belle époque”  que cedeu lugar a um crescente fascismo, que culminou com uma guerra. O hotel vive as consequências desse período. Em cena, Ralph Fiennes como o concierge, M. Gustave,  Jude Law como o escritor ,  a incrível atuação de Tilda Swinton, irreconhecível na pele da velha milionária, Madame D.,  Toni Revolori que vive Zero, o fiel escudeiro do concierge e  Saoirse Ronan, sua namorada Ághata. O filme ainda traz Bill Murray, Edward Norton e Adrien Brody com personagens brilhantes.

A teatralidade e os excessos são a principal pitada de humor do filme que também flerta com a literatura. O foco central é a amizade de Zero com o Concierge M. Gustave, um homem que ama sua profissão e suas amantes idosas que se hospedam no hotel. Quando uma delas morre, Madame D., M. Gustave acaba herdando uma pintura famosa da milionária, o que não agrada a família de luto.  A partir de então começa a disputa pelo quadro, em uma confusão com um tom próprio de humor, muito característico do diretor. Grande parte da história faz parte do passado na trama, e é narrada por Zero no presente em meados dos anos 60, para o escritor vivido por Jude Law. Durante todo o filme somos transportados do presente para o passado, a fim de conhecermos a verdadeira história do Grand Hotel Budapeste.

Enfim, não vou ficar contando detalhes porque só assistindo para entender o que quero dizer. Creio que os amantes de Amelie Poulain e sua estética, como eu,  irão se identificar com esse filme fantástico. Gosto tanto de Grand Hotel Budapeste que acho que ele é meu primeiro lugar junto com Boyhood.

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The Grand Budapest Hotel

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Mês do Oscar – Boyhood

Mês de janeiro passou voando, e hoje já são 4 de fevereiro. E fevereiro é o mês do Oscar e eu e Dhanner temos uma tradição de assistir a todos os filmes concorrentes, o que já fizemos, hahaha. A gente não dá muita importância para o prêmio em si. Sabemos que um prêmio não é capaz de julgar quem é o melhor, até porque isso é muito relativo. Mas gostamos de pegar a lista e assistir porque geralmente os filmes, pelo menos a maioria deles, são muito bons, e se destacaram no ano anterior. Pudemos comprovar que 2014 foi um ano bom para o cinema, apesar de a lista de indicados, a nosso ver, não ser tão justa assim. Mas ainda chegarei nesse assunto em outras postagens. Hoje eu preciso chegar em Boyhood, um dos filmes indicados. O meu preferido na verdade. Não o do Dhanner. A questão é, esse mês o blog terá muito sobre cinema, pois vamos falar um pouco sobre cada um dos filmes indicados em cada postagem. Eu vou na minha lista decrescente, do que mais gostei até o que menos gostei. Vou de cara nos melhores até porque se você quiser assistir eu quero começar te indicando filmes bons.

Então vamos lá, Boyhood. Desde seu lançamento eu fiquei curiosa para assistir pelo que mais chamou atenção de todo mundo no filme: ele demorou 12 anos para ser filmado. Isso porque o diretor e roteirista Richard Linklater teve a grande sacada de acompanhar o crescimento, da infância à juventude, de um mesmo ator, o fofo Ellar Coltrane que começa o filme com 6 anos e termina ele com 18. Demais né?

Demorei para assistir porque é um filme  grande, 163 minutos. São mais de duas horas que eu imaginava, seriam cansativas. E é justamente aí que está a beleza do filme. Ele fala sobre a passagem de tempo de uma forma tão natural que o espectador não vê o tempo passar. A gente vê duas crianças, irmãos que crescem ao lado da mãe divorciada, e que passam por todas as etapas que nós já passamos um dia, e isso é tão bom de se ver, de se sentir. Uma nostalgia gostosa que te faz assistir a um filme e lembrar da sua própria vida ao mesmo tempo.

O contexto histórico ajuda muito. Em 12 anos muita coisa aconteceu, e esse amadurecimento de cada um dos personagens no decorrer de suas vidas é marcado por mudanças históricas e culturais no mundo lá fora. E por mais que o foco seja o garoto que era tão pequenino no início e termina o filme com seus 1,80m (chutando), a verdade é que o longa acompanha de uma forma muito bacana a evolução de cada um dos personagens. A irmã que passa pela fase criança pentelha, adolescente rebelde e jovem/adulta bem sucedida. O pai que demora para crescer, com seu conversível, vivendo com colega de quarto, mas que um dia precisa virar adulto. A mãe e suas experiências amorosas fracassadas, sua evolução profissional, sua luta e persistência para viver sua vida e criar dois filhos. E o garotinho Mason,que mesmo vivendo uma infância de caos, sucessivas mudanças de endereço, bullying, consegue se tornar, como sua irmã, um jovem sensato e interessante.

Boyhood, fala da vida. Sem enfeites, sem reviravoltas impressionantes. É a vida que passa e nos torna quem somos. Com um trilha sonora de tirar o fôlego para embalar esses instantes que os personagens vivem. E que gente de carne e osso como eu e você também.

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Dica de Filme: A 100 passos de um sonho

Eu vi gente criticando “A 100 passos de um sonho” argumentando ser um filme que trata de um tema sério de forma superficial. Eu francamente não o vi assim quando  assisti e nem quero parar para refletir se o filme deveria ter se aprofundado mais em xenofobia e etc. Porque, embora eu acredite que o cinema é uma importante arma de protesto e crítica, também considero a parte do entretenimento e não vejo problema em filmes leves sem tanta profundidade. Para mim que amo culinária, esse filme foi lazer por lazer, e qual o problema nisso? É uma delícia de assistir, divertido, vibrante, cheio de cores.

A questão toda é que o filme retrata uma família de indianos que se mudam para o sul da França e abrem um restaurante em frente a um premiado restaurante francês que busca sua segunda estrela do Guia Michelin. No início sofrem com o preconceito da dona do concorrente e de seus funcionários e aparentemente esse tema deveria ter sido tratado com mais profundidade. Mas o filme desde o início se apresenta como um filme de comédia com pequenos dramas que se acentuados o tornariam pedante e sério demais. Para mim o diretor Lasse Hallström, do também delicioso Chocolate acertou no tempero, nos trazendo um filme sensível e cheio de charme.

O filme começa na Índia onde a família tinha um restaurante que é incendiado por conta das disputas políticas do país. Assim Hassan, que aprendeu a cozinhar com sua mãe, juntamente com seu pai e irmãos se mudam para a Europa em busca de um nova vida.  E o acaso, ou o problema do freio de uma van, faz com a família chegue a uma cidadezinha no sul da França onde Madame Mallory, brilhantemente vivida por Hellen Mirren tem seu restaurante, já premiado com uma estrela Michelin.  Ela inicia uma guerra com os indianos que ousam instalar seu restaurante em frente ao dela. Mas, ao perceber que Hassan é um chef nato os dois acabam se unindo para transformar o rapaz em um chef premiado. A comida está presente em todos os momentos. Unindo, trazendo paixão, dando lições.

Outro destaque do longa é o ator indiano  Om Puri, o pai de Hassan cheio de tradições mas que é o mais cômico do elenco. Há também o envolvimento amoroso de Hassam com Margueritte (Charlotte Le Bom), a sous chef do restaurante francês de Madame Mallory, dando a pitada de romantismo ao filme. Enfim, a 100 passos de um sonho é filme de entretenimento por entretenimento, leve e bonitinho. Eu recomendo princialmente pra quem gosta de filmes com o assunto culinária.

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Dica de Filme – Mesmo se nada der certo

Eu costumo dizer que se um filme tem uma boa trilha sonora, pra mim já vale a pena assistir. “Mesmo se nada der certo” fala de música. Música de uma forma criativa. E mesmo que a voz da  Keira Knightley cantando me irrite bastante, vale a pena. Porque além da música, o roteiro do filme é muito bacana, por isso ele é minha dica da semana, embora faça séculos que eu não escreva uma dica aqui. Mas a boa notícia é que, passei no Mestrado =). O semestre terminou, e vou ter um pouco mais de tempo pra voltar a escrever agora.

Mas voltando ao filme. Mesmo se nada der certo (Begin Again) é um filme de volta por cima sem se tornar auto-ajuda. Na história Dan (Mark Rufallo) é um produtor musical divorciado, alcoolatra e falido e Gretta (Keira Knightley) levou um fora do namorado após se tornar um cantor famoso e sucumbir aos excessos da fama. O elenco conta ainda com Steve (James Corden) talentoso músico que vive das moedas que ganha na rua, Violet (Hailee Steinfeld) , a filha adolescente e rebelde de Dan e sua mãe, Miriam (Catherine Keener). Com  situações muito específicas,  o roteiro sabe trabalhar  com o seu grupo de artistas idealistas. Reflexões sobre como a realização não vem necessariamente com a fama, a trama defende uma postura contrária ao sistema, aos artistas que se vendem por dinheiro. A participação de  Adam Levine, cantor da banda Maroon 5, como ex de Greta, mostra uma caricatura de si mesmo, um homem que troca a boa música artesanal pelo sucesso massivo com canções “pop de estádio”.

Um filme leve, gostoso, que consegue ser pra cima mesmo abordando derrotas. Com uma montagem incrível, com destaque para a primeira cena do filme que é repetida três vezes: a primeira, pelos olhos  do público, ainda sem contexto, depois, pelo ponto de vista de Dan, e por fim, pelos olhos de Gretta. Uma cena que só se completa quanto vista das três formas, mostrando  um encontro que não transformará os personagens mas será essencial para aprenderem a viver com que eles tem. 

O filme tem quê de anti-gravadoras também. Cibercultura. Compartilhamento. Não aos grandes conglomerados musicais. Mais um motivo para assistir.

Do mesmo diretor do adorável Apenas uma Vez, John Carney repete a dose em Begin Again. Um filme cheio de musicalidade, que foge dos contos de fadas nos apresentando  histórias “reais” e personagens de carne e osso que poderíamos conhecer ao virar a esquina. E o final. Claro que não vou contar, mas posso dizer que adorei. =)

Keira Knightley and Mark Ruffalo in "Begin Again"

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