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5º colocado – Whiplash

Eu sempre digo que se um filme tem música boa, pra mim vale a pena assistir. E Whiplash tem muito jazz e além disso as atuações memoráveis de J.K Simmons e Miles Telles, e só, ponto final.

O filme traz Simmons como o professor super, ultra renomado, talentoso e exigente Terence Fletcher que escolhe a dedo quem tocará em sua prestigiada e vencedora banda da universidade de música que é referência nos Eua. O baterista perfeccionista Andrew Neyman (Telles) ao ser escolhido pelo professor conhece na pele seus métodos que vão de agressão física e  verbal à moral, tudo isso, segundo ele, para tirar o melhor de seus músicos. A questão para mim, que não deixa o filme ser genial, é que o roteiro gira o tempo todo em torno dessa tensão professor/aluno, criando um ambiente de disputa eterna que tem pequenos escapes em cenas monótonas entre o rápido romance de Andrew e cenas de pai e filho que nada acrescentam à trama. Lições de dedicação constante, muito sangue – literalmente Andrew sangra na bateria várias vezes, para se alcançar a perfeição, se resumem na frase do filme: “Não há duas palavras mais danosas na língua do que “Bom trabalho””. Isso é muito questionável a meu ver. Acredito que luta, dedicação é preciso, mas nunca estar satisfeito, nunca ter reconhecimento é exagero e viver assim leva à obsessão.

Confesso que a parte musical é arrebatadora, e como já disse, o filme ganha pontos com as ótimas atuações mesmo tendo um roteiro que joga com o previsível. A cena final é de tirar o fôlego e faz valer cada minuto do filme.

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WHIPLASH

 

 

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