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American Sniper – Último lugar

Um filme que mostra o atentado de 11 de setembro e pula direto para a guerra do Iraque depois como se invadir o país de Saddan Hussein tivesse algo a ver com a queda das torres gêmeas. Um filme que chama o tempo todo os iraquianos de selvagens. Que trata o atirador americano como herói e o iraquiano como monstro. Um filme que mais do que manipular a história, mais uma vez coloca os EUA como os salvadores do mundo e faz apologia a guerra. Preciso dizer porque não gostei de American Sniper?

Mas, mesmo Clint Eastwood conseguindo me irritar  com estereótipos descarados e reduções de um país inteiro a um bando de animais que só porque não são como eles (os americanos) são todos selvagens, devo admitir: o filme tem seus pontos fortes, mas somente como obra cinematográfica. O longa mostra a história real do atirador de elite Chris Kyle (Bradley Cooper, indicado ao Oscar), que matou cerca de 150 pessoas durante dez anos, tendo recebido diversas condecorações por isso. Ele sofre sempre que volta para casa por não conseguir se desconectar do estresse vivido no campo de batalha, o que acaba abalando seu casamento. Eastwood dirige a trama linearmente e com muita competência, afinal experiência e bons filmes não faltam em seu currículo. Bradley Cooper como Kyle, também consegue tirar o que há de melhor do papel. No mais é aquilo que eu disse, preconceitos e os EUA sendo mostrado como “o melhor país do mundo.” Palavras do próprio personagem.

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