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Mês do Oscar – Boyhood

Mês de janeiro passou voando, e hoje já são 4 de fevereiro. E fevereiro é o mês do Oscar e eu e Dhanner temos uma tradição de assistir a todos os filmes concorrentes, o que já fizemos, hahaha. A gente não dá muita importância para o prêmio em si. Sabemos que um prêmio não é capaz de julgar quem é o melhor, até porque isso é muito relativo. Mas gostamos de pegar a lista e assistir porque geralmente os filmes, pelo menos a maioria deles, são muito bons, e se destacaram no ano anterior. Pudemos comprovar que 2014 foi um ano bom para o cinema, apesar de a lista de indicados, a nosso ver, não ser tão justa assim. Mas ainda chegarei nesse assunto em outras postagens. Hoje eu preciso chegar em Boyhood, um dos filmes indicados. O meu preferido na verdade. Não o do Dhanner. A questão é, esse mês o blog terá muito sobre cinema, pois vamos falar um pouco sobre cada um dos filmes indicados em cada postagem. Eu vou na minha lista decrescente, do que mais gostei até o que menos gostei. Vou de cara nos melhores até porque se você quiser assistir eu quero começar te indicando filmes bons.

Então vamos lá, Boyhood. Desde seu lançamento eu fiquei curiosa para assistir pelo que mais chamou atenção de todo mundo no filme: ele demorou 12 anos para ser filmado. Isso porque o diretor e roteirista Richard Linklater teve a grande sacada de acompanhar o crescimento, da infância à juventude, de um mesmo ator, o fofo Ellar Coltrane que começa o filme com 6 anos e termina ele com 18. Demais né?

Demorei para assistir porque é um filme  grande, 163 minutos. São mais de duas horas que eu imaginava, seriam cansativas. E é justamente aí que está a beleza do filme. Ele fala sobre a passagem de tempo de uma forma tão natural que o espectador não vê o tempo passar. A gente vê duas crianças, irmãos que crescem ao lado da mãe divorciada, e que passam por todas as etapas que nós já passamos um dia, e isso é tão bom de se ver, de se sentir. Uma nostalgia gostosa que te faz assistir a um filme e lembrar da sua própria vida ao mesmo tempo.

O contexto histórico ajuda muito. Em 12 anos muita coisa aconteceu, e esse amadurecimento de cada um dos personagens no decorrer de suas vidas é marcado por mudanças históricas e culturais no mundo lá fora. E por mais que o foco seja o garoto que era tão pequenino no início e termina o filme com seus 1,80m (chutando), a verdade é que o longa acompanha de uma forma muito bacana a evolução de cada um dos personagens. A irmã que passa pela fase criança pentelha, adolescente rebelde e jovem/adulta bem sucedida. O pai que demora para crescer, com seu conversível, vivendo com colega de quarto, mas que um dia precisa virar adulto. A mãe e suas experiências amorosas fracassadas, sua evolução profissional, sua luta e persistência para viver sua vida e criar dois filhos. E o garotinho Mason,que mesmo vivendo uma infância de caos, sucessivas mudanças de endereço, bullying, consegue se tornar, como sua irmã, um jovem sensato e interessante.

Boyhood, fala da vida. Sem enfeites, sem reviravoltas impressionantes. É a vida que passa e nos torna quem somos. Com um trilha sonora de tirar o fôlego para embalar esses instantes que os personagens vivem. E que gente de carne e osso como eu e você também.

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