Casamento DEK

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O que não pode faltar na nossa cozinha

Que eu amo cozinhar todo mundo já sabe. Mas estar na cozinha é muito mais fácil quando se tem ingredientes chave para sempre inventar algo novo. Aqui em casa sempre tem uma receita nova. Apesar de eu amar a combinação brasileira de arroz + feijão, a gente não come ela todo dia, comemos bem pouco na verdade. O que gosto mesmo é de descobrir. Sempre experimento um tempero novo, um molho e às vezes até crio ou faço releituras de pratos já conhecidos. Dhanner também se arrisca na cozinha às vezes.

Abaixo fiz uma listinha de ingredientes que nunca faltam na nossa cozinha. Fica a dica. Com eles você conseguirá fazer desde aquele almoço rápido até pratos mais elaborados.

1. Ovo – esse é o curinga da cozinha, frito, cozido, poché, mexido, omelete (um dos meus pratos favoritos). Se você tem ovos na cozinha você tem refeição garantida. Dei só alguns exemplos, mas dá pra fazer muito mais.

2. Macarrão – aqui em casa a gente dá preferência pelo integral e às vezes até fazemos o macarrão do zero (trigo e ovo, quer coisa mais fácil?), mas o ponto é que você cozinha uma panela de macarrão em 8 minutos, nesse meio tempo você faz um molho e pronto, refeição deliciosa e com apenas 3 minutos a mais que um nissim miojo que não é comida de gente.

pesto

3. Bacon congelado – Junte o ovo, o macarrão e o bacon e você tem um carbonara incrível que já ensinamos a fazer aqui. Com bacon você ainda faz farofas incríveis, molhos deliciosos e muito mais, joga no google e comprove.

4. Queijo – Mussarela e parmesão não faltam aqui, e olha que sou intolerante a lactose. São dois queijos que não estragam fácil e que dá pra congelar. Com a mussarela você faz omeletes, pizza, misto quente, lasanha, gratinados e uma infinidade de receitas. O parmesão é o toque final para aquele macarrão a bolonhesa, a carbonara dentre outras receitas como a que vou falar no próximo tópico.

5. Arroz para risoto (gosto mais do arbóreo) – gente risoto é vida. É uma delícia e super rápido de fazer e dá pra experimentar de um infinidade de sabores. Já ensinamos aqui o de cogumelos de paris, mas adoro fazer também de abobrinha, de banana da terra, de frango. Lembrando que um bom risoto precisa de vinho branco, parmesão e manteiga (então esses 3 tbm não faltam).

risoto

Esses 5 ingredientes salvam qualquer refeição. Não sabe o que fazer pro almoço. Se você tiver eles em casa você faz um milhão de pratos diferentes. Esses são o 5 principais para um bom almoço ou jantar. Claro que você precisa de complementos como cebola de cabeça, temperinhos, pimenta-do-reino (<3) etc, mas isso são coisas que todo mundo deveria ter sempre né?  E existem outros, conservas, enlatados, carnes que facilitam o dia-a-dia, mas isso é assunto pra outro post.

 

 

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Um ano de casados

E domingo, 8 março, fizemos um ano de casados. E, como tudo nessa vida, passou rápido. Mas isso não significa que tenha sido fácil. Sim, estar casado não é fácil. É bom, muito bom, mas requer adaptação. Dividir o quarto, o biscoito, o almoço, o dinheiro, a vida. É lindo de se ver, mas é complicado. Vamos planejar uma viagem? Agora o pacote não é mais pra um, é pra dois. O dinheiro não é mais só seu, é dos dois, é para as contas que agora dividimos. Você arruma o quarto e tem mais alguém além de você pra tirar as coisas do lugar. São mudanças que precisam de um tempo de adaptação e que eu e Dhanner já estamos mais que acostumados. E deve confessar, vale muito a pena. Ter alguém para dividir é muito bom.

E pra nós esse ano trouxe além dessas, outras muitas transformações. Nós dois trabalhamos exclusivamente como freelancer o ano todo. Nunca havíamos feito isso. Já tínhamos freelas, mas sempre acompanhados de um emprego fixo, mas 2014 foi o ano em que só trabalhamos Home Office. Eu como publicitária que sou e também com a Yummy, nossa empresa de doces e decor. E o Dhanner com a internet. Ralamos muito até tarde todos os dias, mas pudemos nos dedicar ao que gostamos. Dhanner pode estudar tudo que antes ele não tinha tempo, na área digital. E eu, além de ajudar a Yummy a crescer, ainda fiz meu curso de moda e passei no mestrado de comunicação, e essa mudança profissional foi essencial para essas conquistas.

Agora, um ano depois, ele está de volta no trabalho na área que ele ama, e eu fazendo meu mestrado que sempre foi meu sonho. E essa é a parte mais linda desse ano, contemplar a mão de Deus agindo nas pequenas coisas e nos levando a realizar cada um dos nossos sonhos. Porque além da área profissional, nós conseguimos alcançar algo que sempre sonhamos e que não esperávamos acontecer tão rápido. Compramos nossa casa. E daqui há no máximo um mês nos mudaremos para lá. Estamos reformando, mas isso é assunto para outro post.

Esse post é de gratidão, por um ano de amor, de uma vida que começou a ser construída a dois e que ainda irá muito além do que pensamos. Esse ano foi só o começo do resto de nossas vidas. No domingo comemoramos do jeito que gostamos. Passeando, andando de bicicleta (casal saúde!) cozinhando e descansando juntos porque a semana foi puxada.  Ficamos relembrando como foi o 8 de março do ano passado, que também foi muito além dos nossos sonhos. E à noite fomos à igreja agradecer por tudo. Que venham os próximos anos, porque essa aliança é pra sempre.

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Hashtag do Casamento

Como eu disse no post anterior, semana que vem completamos 1 ano de casados (que emoção!). E assim como nosso roteiro de mensagens nos permite voltar um pouco naquele dia ao ler os recadinhos, a hashtag do nosso casamento também tem o mesmo impacto. Inauguramos a #casamentodek no dia em que ficamos noivos, e de lá pra cá são centenas de fotos marcadas com ela. Tem fotos dos preparativos, do chá, do save the date, do casamento, da lua de mel, e do nosso dia a dia. Fotos nossas, dos amigos, da família. Se você digitar #casamentodek no instagram vai conseguir ver uma linha do tempo com fotos que vão do noivado até quase 1 ano depois de casados.

 

E essa é mais uma dica pra quem vai se casar. Criem uma hashtag só de vocês. Pesquise antes, não use algo que já foi usado porque senão suas fotos ficarão misturadas com de outras pessoas que você nunca viu na vida. É um barato ver depois do casamento o olhar dos seus amigos nas mais diversas publicações. Eu me diverti com amigos pedindo mais doces ou expressando como gostaram do nosso casamento. Não perca essa oportunidade de ter mais registros do seu grande dia. =)

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Livro de mensagens

Esse mês nós faremos um ano de casados e eu  tenho posts sobre nosso casamento que não escrevi ainda. Um deles é sobre nosso livro de mensagens. Não foi bem um livro, na verdade queríamos que tivesse a cara de cinema, então foi um roteiro em branco pra todo mundo escrever um recado pra gente. Eu recomendo que todo mundo que vai casar faça algum tipo de livro de mensagens (o famoso Guest Book) porque é muito bom ler os recadinhos dos amigos depois. Até porque quando a festa acaba fica aquele vazio do tipo – acabou? Eu não preciso pirar mais com detalhes do casamento? – É um misto de falta e alívio. Mais alívio, é claro, porque finalmente o dia chegou, deu tudo certo, foi tudo lindo e tá tudo pago, hahaha. Mas aí fica aquela vontade de mais, e é aí que entram as mensagens, as fotos, os vídeos etc.

No nosso espaço para mensagens colocamos o Woody Allen tomando conta do roteiro. E todo mundo que escreveu foi tão, tão indescritível, ficaram guardados no coração e numa gaveta pra gente reler quantas vezes quiser. Teve ilustrações, mensagens curtas, longas e muito amor. Nem consigo acreditar que já se passou quase um ano, tudo ainda é tão palpável. Mas, acho que um dia como esse será assim pra sempre, como se fosse ontem, o ontem mais inesquecível de todos.

Abaixo, além de algumas fotos do nosso roteiro, seguem algumas ideias para “livros” de mensagens para inspirar as noivas de plantão. Ah, e só pra relembrar, nossa Festa do Chá teve mensagens também, nas cartas de baralho, lembram?

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American Sniper – Último lugar

Um filme que mostra o atentado de 11 de setembro e pula direto para a guerra do Iraque depois como se invadir o país de Saddan Hussein tivesse algo a ver com a queda das torres gêmeas. Um filme que chama o tempo todo os iraquianos de selvagens. Que trata o atirador americano como herói e o iraquiano como monstro. Um filme que mais do que manipular a história, mais uma vez coloca os EUA como os salvadores do mundo e faz apologia a guerra. Preciso dizer porque não gostei de American Sniper?

Mas, mesmo Clint Eastwood conseguindo me irritar  com estereótipos descarados e reduções de um país inteiro a um bando de animais que só porque não são como eles (os americanos) são todos selvagens, devo admitir: o filme tem seus pontos fortes, mas somente como obra cinematográfica. O longa mostra a história real do atirador de elite Chris Kyle (Bradley Cooper, indicado ao Oscar), que matou cerca de 150 pessoas durante dez anos, tendo recebido diversas condecorações por isso. Ele sofre sempre que volta para casa por não conseguir se desconectar do estresse vivido no campo de batalha, o que acaba abalando seu casamento. Eastwood dirige a trama linearmente e com muita competência, afinal experiência e bons filmes não faltam em seu currículo. Bradley Cooper como Kyle, também consegue tirar o que há de melhor do papel. No mais é aquilo que eu disse, preconceitos e os EUA sendo mostrado como “o melhor país do mundo.” Palavras do próprio personagem.

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Nosso casamento na revista Entrenoivas

Nossa casamento saiu na última edição da revista Entrenoivas, junto com mais um monte de casamentos lindos. A revista foi publicada em dezembro mas só conseguimos pegar os exemplares com a editora esses dias. Ficamos muito felizes em mais essa publicação do nosso grande dia, é tão lindo ver mais e mais gente vendo as publicações do #casamentodek e compartilhando emoções com a gente. Recebemos várias mensagens lindas de pessoas, na maioria, noivas, que veem nossa história, nossas fotos e ficam mais motivadas a fazer as coisas do jeito que sonham.

Pra gente, estar na revista, assim como nos blogs que saímos, é mais uma prova de que casamento deve ter a cara dos noivos. Que quando tudo é feito com detalhes pessoais e amor tudo se destaca. Eu sou desapegada de tradições, Dhanner também. Nós preferimos criar nossa própria história. Por isso nosso casamento foi do jeito que quisemos que fosse. Por isso todo mundo que estava lá no dia sentiu o clima leve, sem obrigações a seguir, simplesmente a celebração do amor. Com as músicas que amamos. As flores que escolhemos. A pipoca que tanto gostamos. Nossos doces. Nossa decoração. Nossa família e amigos. Todo munda à vontade. Tenho tanto orgulho do nosso casamento, eu não mudaria nada. Eu respeito quem segue o estilo tradicional, mas eu acredito muito que o toque dos noivos tem que estar lá. Naquele 8 de março de 2014, eu lembro do clima de festa de casa, de todo mundo celebrando de uma forma tão simples e tão bonita. Fizemos o que podíamos dentro do nosso orçamento, mas vou te dizer, não faria muito diferente se o orçamento fosse maior, não vejo motivo para gastar tanto.

Nosso casamento foi único, porque não acreditamos em uma indústria do casamento para realizar sonhos. Os fornecedores fazem parte, inclusive eu sou uma fornecedora. Mas eu incentivo os noivos a participarem sempre. Eu trabalho com muitas noivas, e sempre converso com elas sobre isso, e graças a Deus tenho visto cada vez mais casamentos cheio de DIY, cheios de detalhes, carregados de afeto. Qualidade é importante claro. Eu busquei o que podia de melhor para o nosso. Mas a indústria tem exagerado. Eu acredito em casamentos onde o que se destaca não é o preço do vestido, ou o tamanho do lustre, mas onde os votos, a família e o amor é celebrado antes de tudo.


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Receita de Couscous Marroquino

Ontem postei a foto do nosso almoço com couscous Marroquino no instagram e fez o maior sucesso. Eu minha amiga Gabi marcamos esse almoço para inaugurarmos nossa dieta. O desafio é ficar 90 dias sem comer besteiras, e evitar ao máximo açúcar, frituras. Eu comecei esse ano determinada a melhorar minha alimentação, e agora achei uma aliada. O Dhanner come comigo, mas sempre dá um jeitinho de quebrar a dieta. Mas enfim, não é que vou parar de cozinhar com açúcar, frituras. Não de jeito nenhum. Não acredito extremos, acho que dá pra balancear a alimentação. E alguém apaixonada por culinária jamais conseguiria abrir mão dessas maravilhas, mas que comidas em excesso fazem muito mal. Então a intenção desses dias é, além de queimar algumas gordurinhas indesejadas, aprender formas de cozinhar sem açúcar e preparar alimentos mais leves. E vou compartilhando aqui com vocês.

Para começar e já atendendo a pedidos, vou postar a receita do Couscous (ou cuscuz) Marroquino. Essa receita é um acompanhamento perfeito para carnes e frangos. Além disso, é uma receita ótima para manter a forma. Uma xícara de couscous tem aproximadamente 176 calorias, menos do que uma xícara de arroz que tem 205 ou do que quinoa, que tem 222. Por ter uma quantidade baixa de calorias, pode ser adicionado em uma dieta calórica restritiva. Além disso, uma xícara de couscous fornece 6g de proteína que é essencial para nosso organismo e 43 mcg de selênio que é antioxidante. E o melhor é super fácil de preparar.

Ontem também teve um cheesecake zero açúcar, mas essa receita fica pra outro dia.

Receita de Couscous Marroquino

Ingredientes:
2 xícaras (chá) de cuscuz marroquino
2 xícaras (chá) de água
2 colheres (sopa) de azeite
½ xícara (chá) de castanha-de-caju
½ xícara (chá) de folhas de salsinha
1 colher (chá) de sal
1 cenoura ralada

Modo de preparo:
Numa chaleira, leve a água para ferver em fogo alto. Enquanto isso, transfira o cuscuz para uma tigela bonita e junte o sal e o azeite.

Quando a água ferver, regue o cuscuz com ela, misture com um garfo e abafe com um prato. Deixe hidratar por cinco minutos.

Enquanto o cuscuz hidrata, lave e seque as folhas de salsinha e pique fino. Fatie rusticamente a castanha-de-caju.

Destampe a tigela e solte o cuscuz com um garfo. Junte a salsinha, a cenoura e a castanha-de-caju picada e misture delicadamente.

Sirva a seguir.

Esta receita rende 4 porções.

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O couscous acompanhou um frango grelhado ao molho de laranja.

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Selma – 7º lugar

Uma história totalmente relevante para ser contada. Selma fala da marcha liderada por Martin Luther King na luta por direitos iguais para negros e brancos. Trata de segregação, racismo e  inferiorização dos negros principalmente em estados como o Mississipi e o Alabama nos EUA. O filme traz o inglês David Oyelowo no papel principal. Uma atuação surpreendente, que mostra um homem por sede de justiça, que nunca iria se conformar como a forma como parte da população era tratada por causa da cor de sua pele. King foi muito bem retratado por Oyelowo e ainda merece destaque como um inglês conseguiu incorporar o sotaque sulista americano de forma tão natural. Uma injustiça (normal no Oscar) ele não ter sido indicado como melhor ator.

Mas enfim, sem me estender, Selma tem muitas boas qualidades, como uma fotografia linda, boas atuações, mas achei o filme morno. O longa tem seus momentos de tensão, mas por vezes é monótomo com diálogos corridos e que tentam ser politizados ao extremo. Por mais que a história contada seja interessante ela não conseguiu ser contada de maneira interessante. Selma é uma filme que merece atenção, mas que não consegue chamar atenção.

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Birdman – 6º lugar

Birdman é um dos favoritos ao Oscar desse ano. Não pra mim, claro. Devo confessar que a técnica do filme é genial, mas confesso também que fiquei com sono grande parte do filme, efeito que o os filmes do diretor Alejandro Iñarritu costuma ter sobre mim. Foi o mesmo com Babel, Biutiful, 21 gramas e por aí vai.

Como já disse o filme tem uma técnica incrível, esse mérito eu não posso tirar do diretor que lançou mão de uma montagem extraordinária com planos-sequências absurdos. O filme se passa todo dentro de um teatro que mais parece um labirinto com a câmera passeando pelos corredores bem atrás dos personagens. Essa falta de cortes aproxima o longa da estética de uma peça o que nos aproxima, nós os espectadores, da história que se passa entre os ensaios da peça que está sendo dirigida por Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que fez muito sucesso com um único personagem: Birdman, e, caindo no esquecimento da indústria Hollywoodiana após recusar fazer a terceira sequência da franquia, tenta se reerguer  se lançando no teatro.

Com um time de atores de primeira encabeçado brilhantemente por Keaton, o elenco conta do Emma Stone, Edward Norton e Naomi Watts em atuações impecáveis. O que me incomodou mais um vez foi o roteiro. Diálogos longos não costumam me cansar, mas em Birdman sim. Muita crítica à industria do entretenimento, mais descobertas das “novas mídias” pelo ator da velha guarda me soaram meio forçadas. Entretanto, a proposta de levantar essa discussão é valida, ainda com o recurso metalinguístico de que Keaton já foi Batman nos cinemas, e interpreta o ator de meia-idade esquecido após ter sido sucesso como um super-herói.

Enfim, não tenho, acho que meu texto ficou meio vago, é assim que me sinto em relação a Birdman. Consigo admirar seus aspectos técnicos, sua fotografia e alguns recursos de linguagem, além de aplaudir as atuações, mas, não consegui gostar do filme em si, não sei bem o que pensar sobre isso. A verdade é que não tenho uma opinião bem formada sobre Birdman.

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5º colocado – Whiplash

Eu sempre digo que se um filme tem música boa, pra mim vale a pena assistir. E Whiplash tem muito jazz e além disso as atuações memoráveis de J.K Simmons e Miles Telles, e só, ponto final.

O filme traz Simmons como o professor super, ultra renomado, talentoso e exigente Terence Fletcher que escolhe a dedo quem tocará em sua prestigiada e vencedora banda da universidade de música que é referência nos Eua. O baterista perfeccionista Andrew Neyman (Telles) ao ser escolhido pelo professor conhece na pele seus métodos que vão de agressão física e  verbal à moral, tudo isso, segundo ele, para tirar o melhor de seus músicos. A questão para mim, que não deixa o filme ser genial, é que o roteiro gira o tempo todo em torno dessa tensão professor/aluno, criando um ambiente de disputa eterna que tem pequenos escapes em cenas monótonas entre o rápido romance de Andrew e cenas de pai e filho que nada acrescentam à trama. Lições de dedicação constante, muito sangue – literalmente Andrew sangra na bateria várias vezes, para se alcançar a perfeição, se resumem na frase do filme: “Não há duas palavras mais danosas na língua do que “Bom trabalho””. Isso é muito questionável a meu ver. Acredito que luta, dedicação é preciso, mas nunca estar satisfeito, nunca ter reconhecimento é exagero e viver assim leva à obsessão.

Confesso que a parte musical é arrebatadora, e como já disse, o filme ganha pontos com as ótimas atuações mesmo tendo um roteiro que joga com o previsível. A cena final é de tirar o fôlego e faz valer cada minuto do filme.

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